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BBB 22: Paulo Vieira fala sobre piadas 'polêmicas' e faz revelação 'Medo de cancelamento?'

, Paulo Vieira quer retornar ao em 2023 com o seu “Big Terapia”. No quadro de humor, todas às quartas-feiras, ele fazia uma “sessão de terapia” com o eliminado da semana e viralizava na web com piadas sobre os confinados, os comentários do público e a própria Rede Globo.

ele comemora a oportunidade de estrear o quadro no reality. “Fico feliz demais. O ” foi uma oportunidade muito boa de crescimento na minha carreira. Sou muito grato”, conta em entrevista a Splash.

Não sei se o Boninho vai me chamar de novo. Acredito que sim, me parece que eles ficaram felizes. Foi um sucesso de audiência e de publicidade. Gerou muitos debates na internet.

As piadas, muitas vezes, utilizavam temas que estavam em alta nas redes sociais como as . E Paulo não poupava nem a própria emissora: ele chegou a , na qual Rafa Kalimann doou R$ 10 mil, e também ao comparar o alto escalão da emissora com a final do reality, que teve, pela primeira vez, dois negros disputando o prêmio de R$ 1,5 milhão.

O humorista diz que seu humor quer fazer rir, mas também causar reflexões. E não só no BBB, mas em projetos como o

“O que eu quero é, primeiramente, ser engraçado para causar riso em alguém. No Brasil de hoje, uma risada é quase um milagre que acontece. E também propor alguma coisa. De preferência, botar o dedo na ferida e me colocando na roda. Quando eu falo sobre a sociedade, eu estou inserido nessa sociedade, é autocrítica também. O meu humor tem a obrigação de ser propositivo”, pensa.

Medo de cancelamento?

No bate-papo com Splash, Paulo refletiu sobre riscar algumas piadas de seus roteiros por medo de desagradar a audiência e ser cancelado na internet, ou não agradar os próprios chefes da TV Globo. Para ele, trabalhar com TV é trabalhar com a aprovação das pessoas.

“Além de ser um cara carente, ainda trabalho com aprovação. Like é aprovação, audiência é aprovação. O que eu tento fazer é me manter acordado e alerta para que essa vontade de aprovação, de dar audiência para Globo e ser relevante nas redes sociais, não seja maior do que eu acredito como pessoa”, pensa.

É um calculo que faço na minha cabeça: esse tema é mais importante do que a audiência e o dinheiro? Então, eu vou me posicionar. Foi o conselho de um amigo: faça a sua reserva moral, tenha consciência do que você não pode vender.

Para o apresentador, é pior quando ele precisa cortar uma piada por medo dos telespectadores não entenderam sua crítica ou ironia. “Isso me deixa mais triste do que quando eu opto por não dizer algo por relação comercial, contratual ou patronal”, afirma.

Trabalhar com ironia é uma dificuldade porque o nosso povo é deseducado, o nosso nível de educação é baixo. Por isso, eu milito pela educação, para que o meu trabalho possa melhorar e eu fazer piadas melhores. A televisão tem o papel constitucional de educar.

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